Cuidados com a vegetação no período de estiagem são fundamentais para a prevenção de incêndios no norte na Bahia


A falta de chuva e o tempo seco aumentam as chances de incêndios em vegetações. Quem transitar ou morar à margem da BR-235/BA - que está em obra executada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) desde 2014 - pode tomar alguns cuidados para prevenir queimadas na região, onde se predomina o bioma Caatinga, com características de clima mais secos e de grandes estiagens. 
Hábitos comuns como queima de lixo e descarte indevido do cigarro podem provocar grandes incêndios. Essas queimadas degradam a vegetação e causam consequências nas cidades e povoados com o efeito da fumaça, além de impactar o solo e o banco de sementes, essencial para o equilíbrio do ecossistema. 
Segundo a Lei de Crimes Ambientais (Lei 9605, de 12 de fevereiro de 1998), Art. 41, quem provoca incêndio em matas ou florestas corre o risco de sofrer pena de reclusão de dois a quatro anos, além de multa. Se o crime for considerado culposo (cometido sem intenção), o tempo de detenção poderá ser de seis meses a um ano, além de multa.
No Brasil, esses incêndios, provocados ou não, elevam o país como um dos maiores responsáveis por emissão de gás carbônico na atmosfera, classificando-o na sétima posição das nações mais poluidoras com gases de efeito estufa do planeta, segundo o World Resources Institute (WRI). 
Com o intuito de contribuir para a preservação da biodiversidade local e a restauração ecológica dos ambientes degradados com a obra de Implantação e Pavimentação da BR-235/BA, a Gestão Ambiental da rodovia, executada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), desenvolve ações que minimizam os impactos da vegetação por meio do Programa de Proteção à Flora (PPFL). 
Entre as principais atividades realizadas, está o resgate da flora em área de supressão de vegetação na faixa de domínio - área lateral as pistas, que pertencem ao estado (patrimônio público), assim como a rodovia, que pode variar de 130 a 40 metros, divididos simetricamente em relação aos eixos dos canteiros centrais. 
“Também realizamos a coleta e beneficiamento de sementes, semeaduras diretas em áreas degradadas da faixa de domínio e vistorias mensais para monitorar essas atividades em campo” completa Emilly Figueredo, técnica do PPFL. 

Ascom Gestão Ambiental da BR-235/BA

0 comentários :

Postar um comentário